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Ilha do Ferro

O bar de quem trocou Nova York pela Ilha do Ferro

O Salão é o bar cultural da Ilha do Ferro, em Alagoas. Quem comanda o balcão é o alagoano André Dantas, conhecido como Macumba, que morou anos em Nova York antes de se fixar no povoado. O bar completou cinco anos em 2026 e é onde moradores, artistas e visitantes se encontram à noite, com forró, cerveja gelada e obras de arte por todas as paredes.

Fachada do bar O Salão à noite, com a porta iluminada de vermelho
O Salão à noite. Foto: Luiza Lorenzetti / Arte!Brasileiros

Três nomes, um lugar

Você vai ouvir falar em O Salão, O Macumba e Bar do André. É tudo a mesma casa: Salão é o nome do bar, Macumba é o apelido do dono e o nome do perfil no Instagram, e André é como todo mundo o chama.

A volta

A ligação de André com a Ilha começou antes dele. Sua mãe, a museóloga Carmen Lúcia Dantas, chegou ao povoado nos anos 1980 com o fotógrafo Celso Brandão, para documentar o bordado Boa Noite, e os dois ajudaram a revelar Seu Fernando ao resto do país. Décadas depois, o filho deixou Nova York e voltou para se fixar no lugar que ela ajudou a tornar conhecido. O Salão já foi cenário da festa de 80 anos dela.

O bar

Ocupa um antigo galpão de paredes verdes e nasceu como bar-brechó. Não tem garçom: você pede, paga e pega com o próprio André. Quase tudo o que parece decoração é obra: Roxinha, Zé Crente, Aberaldo e outros artistas da região dividem espaço com peças das viagens dele. A casa é da comunidade, e o turista é o convidado.

Além do balcão

André também criou a Cabra, galeria e residência artística que leva artistas e educadores ao povoado, com oficinas para crianças e jovens, e mantém o Hostel Tubarana e a Casa Abílio. Foi ele quem sugeriu a Roxinha escrever frases nas pinturas, marca que deu força ao trabalho dela, e foi um dos curadores da primeira individual da artista, no Museu do Pontal. No bar também circulam novos nomes, como o desenhista Gonçalves, e, de vez em quando, os talentos da terra dão uma canja, como Joaci e seu pandeiro.

Para quem chega perdido, é um bom ponto de partida. André conhece os ateliês, os barqueiros e a programação da semana.

Para ir

Funciona à noite, e a programação muda, então vale perguntar no povoado ou olhar o Instagram @omacumba. A comida não é o foco. Em janeiro de 2025, o cardápio era linguiça acebolada e sorvetes de açaí e cupuaçu, e um relato de 2026 fala em só bebida, então coma antes.