O que fazer
A atração principal é entrar nas casas e conversar. Além dos ateliês, a Ilha tem um pequeno museu, praias de rio, passeios de barco e noites de música. Reserve as horas mais quentes para descansar: de manhã cedo e no fim da tarde tudo funciona melhor.
Visitar os ateliês
Placas na fachada indicam a casa de um artista. Se a porta estiver aberta, é só bater palma e pedir licença. A visita costuma virar conversa, às vezes com café ou fruta do quintal. Muitos artistas têm outro trabalho, então nem sempre estão lá. Veja quem procurar.
Museu Ilha do Ferro
O Espaço de Memória Artesão Fernando Rodrigues dos Santos, da Uneal, é uma casinha verde ao lado da casa de Dona Morena. Pequeno, conta a vida de Seu Fernando e tem obras de vários artistas e os tipos de bordado. É um bom primeiro passo. Se estiver fechado, peça para abrir à responsável, que mora ao lado. Um relato de 2025 cita o horário das 8h às 17h.
Rua Matias de Souza Fontes, 110. Telefone (82) 3624-8008.
Banho de rio, com segurança
O São Francisco tem correnteza, pedras, piranhas e pirambebas. Elas aparecem mais depois das 16h30 e em áreas de lama. Evite a região dos barcos atracados, perto do campinho, onde restos de peixe atraem esses peixes, e há relato de mordida. Prefira a prainha à esquerda do campinho ou a Ilha dos Anjos, e pergunte a um morador antes de entrar.
Galerias e cultura
- Cabra: galeria e residência artística de André Dantas.
- DOM Galeria e Casa da Ilha: várias peças em um só lugar, boas para quem tem pouco tempo.
- Encarnado: galeria com gastronomia e varanda para o rio.
- Cooperativa Art Ilha: bordado Boa Noite, à beira do rio.
À noite
O Salão reúne moradores e visitantes, com forró e música. Na praça, há quiosques com cerveja. Depois que o sol baixa, as cadeiras vão para a calçada, e as conversas também.
Eventos
Relatos citam a corrida de canoas a vela, em agosto, e o carnaval, com blocos como o Barca Louca e a Folia das Cabras. As datas mudam, então confirme antes de planejar a viagem.
Nos arredores
Ilha dos Anjos
Em frente ao povoado, com praia e pôr do sol. Não tem estrutura: leve água e comida. O lugar abriga o cemitério de crianças que lhe dá o nome, então trate com respeito. Em 2025, a travessia saía por cerca de R$ 50.
Passeio de barco
O mais comum para em uma croa, em Mata da Onça e em Curralinho. Outra opção vai até Entremontes e Piranhas. Em 2025, partia de R$ 300 para até 3 pessoas no primeiro caso e de R$ 500 no segundo. Barqueiros citados: Dedé, Dão, Junior e Douglas.
Mata da Onça
Ateliê de Clemilton e Amilton, com portas e janelas pintadas, bordadeiras e a Sociedade Canoa de Tolda.
Trilha da Cachoeira
Primeira trilha de arte de Alagoas, com 2 km na caatinga e obras de artesãos da região. Em 2026, R$ 30 com guia da comunidade. Moradores não pagam. Reserva por @casasilhadoferro.
Lajedo
Passeio por uma formação de pedra, guiado por Jeusa, com café de produção própria e pôr do sol no sertão.
Feira de Pão de Açúcar
Às segundas, seguida de forró no Bar do Vaqueiro, das 11h até cerca de 15h. Uma viajante sozinha relatou desconforto com assédio no forró, na baixa temporada. Vale ir em grupo.
Lagoa de Pedra
Casa e ateliê de Roxinha e Domingos, a cerca de 45 minutos de carro.
Piranhas
Centro histórico, Rota do Cangaço e cânions do Xingó. Merece alguns dias. Veja o roteiro combinado.